lunes, agosto 18, 2008

XV Festival Bach Peru

En el Teatro Municipal, se presentó la Orquesta Sinfónica de Trujillo, esta vez bajo la batuta de Teniente de Corbeta SMN. MN. David Elías Hernández Bretón, director invitado (México),

nos sorprendimos con un increible concierto para Contrabajo, a cargo del ecuatoriano Andrés López

y luego apreciamos el violín de la maravillosa Mariya Melnychuk (Ucrania).

martes, agosto 12, 2008

Barcanas y Dunas


Estudo sobre as pequenas dunas do Saara pode ser aplicado ao solo de Marte

http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2005/09/28/ult1806u2396.jhtm

PARIS, 28 set (AFP) - Ao contrário das dunas, as barcanas, pequenas dunas encontradas em série, sobretudo no Saara, são fundamentalmente instáveis, o que impede que crescam indefinidamente, informaram nesta quinta-feira três físicos (dois franceses e um marroquino) num estudo publicado na revista "Nature".

O trabalho, realizado por Hicham Elbelrhiti e seus colegas do Laboratório de Física e Mecânica dos Meios Heterogêneos (LPMMH, unidade CNRS-Universidades Paris-VI e Paris-VII-Escola Superior de Física e de Química Industrial da Cidade de Paris/ESPCIP), poderia ser aplicado ao estudo do solo marciano, onde também existe este tipo de relevo, estima o Centro Nacional de Pesquisa Científica.

Numerosas ao longo do Atlântico, no Saara Ocidental e na Mauritânia, as barcanas são pequenas dunas em forma de lua crescente submetidas a um vento unidirecional.

Ao contrário das grandes dunas, as barcanas se deslocam sob a ação do vento numa velocidade que pode atingir 150 metros por ano.

Até o momento, as simulações numéricas conseguiam reproduzir as propriedades de uma barcana isolada, mas também previam que as barcanas acabariam por se juntar depois de colidirem. Mas não é isto o que ocorre: as barcanas se organizam em colunas alinhadas no sentido do vento por centenas de quilômetros e nunca chegam a formar dunas.

Hicham Elbelrhiti e seus colegas estudaram as barcanas do deserto do sul do Marrocos e do norte do Saara Ocidental, entre Tarfaya, Sidi Aghfinir e El Ayoun (Laayoune). Ao cruzarem suas observações com as medidas do terreno num modelo, eles descobriram o mecanismo dinâmico que permite regular o tamanho desses "montes de areia".

Qualquer perturbação como, por exemplo, uma mudança de direção do vento desestabiliza a superfície das barcanas e forma pequenas ondas de areia em seus flancos. Essas mini-ondas, que podem se propagar vários metros por dia, arrebentam aos pés das barcanas, produzindo uma "rajada" de pequenas dunas, na esteira da barcana atingida.

Essas pequenas dunas podem entrar em colisão com barcanas maiores e desestabilizá-las. A instabilidade das barcanas influi no seu tamanho e impede seu crescimento.

Os pesquisadores têm a intenção de estender esta análise à formação das "mini-dunas" do fundo dos rios e das barcanas de Marte, o que permitiria entender como elas funcionam na superfície daquele planeta.

As barcanas do Saara têm um tamanho (distância entre as cristas) de cerca de vinte metros, as dos rios têm apenas alguns centímetros e as de Marte medem até 600 metros. Aparentemente, trata-se dos mesmos fenômenos, regidos pelas mesmas leis físicas, mas elas se diferenciam ao entrarem em contato com um fluido mais ou menos denso.

A equipe do LPMMH iniciou uma colaboração com pesquisadores argelinos para estudar a formação das chamadas dunas estrelas, que estão entre as maiores da Terra e são encontradas sobretudo na Argélia e na Península Árabe.